QUESTÃO DO DIA 13/05/2026
- concurseiros de serviço social

- há 4 dias
- 1 min de leitura

TEMA: FUNDAMENTOS HISTÓRICOS, TEÓRICOS E METODOLÓGICOS DO SERVIÇO SOCIAL
(INSTITUTO VERBENA, CÂMARA DE GOIÂNIA, 2026) Verifica-se, no cotidiano do assistente social, uma tensão entre o projeto profissional, capaz de projetar ações na vida social, e a condição de trabalhador assalariado, subordinado a empregadores e a condições externas. Observa-se a naturalização da vida social, a superestimação da força do capital e a submersão da capacidade dos sujeitos de direcionarem suas atividades, limitando o Serviço Social, muitas vezes, a aperfeiçoar formal e burocraticamente as tarefas atribuídas pelos demandantes da profissão, o que se traduz no
(A) teoricismo.
(B) fatalismo.
(C) messianismo.
(D) praticismo.
COMENTÁRIO DA QUESTÃO
O enunciado descreve a tensão entre o projeto profissional do Serviço Social e a condição assalariada do profissional, apontando como resultado uma prática burocratizada e conformada às demandas institucionais. Esse quadro corresponde ao que Marilda Iamamoto sinaliza como uma atitude fatalista, uma visão em que “a realidade já estivesse dada em sua forma definitiva, os seus desdobramentos predeterminados e os limites estabelecidos de tal forma, que pouco se pode fazer para alterá-los”. Quando o assistente social opera sob essa leitura, a realidade social deixa de ser compreendida como histórica e contraditória e passa a ser naturalizada e o trabalho profissional se reduz a cumprir tarefas atribuídas pelos empregadores de forma formal e rotineira. É o que Iamamoto nomeia como desdobramento de uma visão determinista e a-histórica, que conduz à acomodação, à rotinização do trabalho, ao burocratismo e à mediocridade profissional.
GABARITO: B



Comentários